sábado, 15 de maio de 2010

VIDA DE MERDA

Selton Pans Max Aleluia
(pansmax@hotmail.com)


Às vezes dá-me vontade de lixar-se,
Mandar que se foda essa vida de merda…
Pra acelerar o desfecho desse sofrimento
Já que a morte me parece lerda!


São coisas que esporram da minha cabeça
Por tantas makas que carrego na cuca;
Essas coisas já me subiram à pileque
E me vejo melhor com uma salva de bazuca!


Estou farto de tragar culpas e remorsos:
Faço uma coisa, pumba! Faço outra, zumba!
Porra! Tudo o que faço sai cagado,
E me dizem que é incumbência de macumba!


Dá-me a nganza de fugir da realidade,
Livrar-se – de mim mesmo – por inteiro,
Não sei pra onde (nem me interessa)
Mas, com certeza, bem longe esse puteiro


Longe dessa vida manca do caralho
Onde um gajo sem trapaça não ganha kumbú
Enquanto poucos batoteiros, contra a maioria,
Se lambuzam de bufunfa até o cú!


Às vezes, dá-me vontade de lixar-se
Reduzir essa vida merdosa, desistir da luta;
Mas, se a morte, por sorte, chegar antes
Que me encontre nas carnes da minha puta!


Julho, 1997

domingo, 26 de julho de 2009

SÓ PROVANDO UM NEGRÃO!
Pans Max


Correm bocas
Decorrentes do suspiro da mulherada
Que o preto
Além de dono de um baita trabuco,
Assim como nas pistas
De maratonas de atletismo,

Detem boas performances na cama
Desde canuco.
Se é verdade ou não,
Só provando um negrão!
SOCIEDADE ANÔNIMA
Pans Max


Ele sai
Eu entro;
Ela me recebe de pernas abertas!
Ele lá fora,
Eu cá - adentro;
Ela me serve com bocas e bocadas certas!
Ele volta,
Eu tô dentro;
Ela me esconde entre as cobertas!
Ele ronca,
Eu a penetro;
E as fodas seguem vulcânicas e alertas:
Eu. Ele. E ela no centro!

domingo, 12 de julho de 2009

HOMEM TOURO
Pans Max



"nem sabia o nome dele
gostei dos seus olhos vagos,
das bobagens que fazia
pensando que impressonava"
Glória Perez



Ainda que nem bravo nem robusto
Todo o homem se acha um touro
Quando os sussuros da mulher ecoam
Na hora que dá no couro



E estufa-se todo de vaidade
Como se o seu bacamarte
Fosse o máximo, no calibre e no talento
Enquanto foder é a arte


Mas a mulher é cabrona de berço
Sabe bem como se engana um bode;
Às vezes geme por troça, não por prazer
E o sujeito pensa que fode



Todo o homem é mesmo um touro
Pelo que a mulher tem de contornos;
Ainda que nem bravo nem robusto
Não lhe falta um par de cornos!

terça-feira, 7 de abril de 2009

SEM CABAÇO
Pans Max


É da pratica
que nasce a experiência;
É da experiência
que se forma um "ás"


Se não tivesses dado
tanto - a xereca,
Hoje - certamente,
não serias tão fodaz!