VIDA DE MERDA
Selton Pans Max Aleluia
(pansmax@hotmail.com)
Às vezes dá-me vontade de lixar-se,
Mandar que se foda essa vida de merda…
Pra acelerar o desfecho desse sofrimento
Já que a morte me parece lerda!
São coisas que esporram da minha cabeça
Por tantas makas que carrego na cuca;
Essas coisas já me subiram à pileque
E me vejo melhor com uma salva de bazuca!
Estou farto de tragar culpas e remorsos:
Faço uma coisa, pumba! Faço outra, zumba!
Porra! Tudo o que faço sai cagado,
E me dizem que é incumbência de macumba!
Dá-me a nganza de fugir da realidade,
Livrar-se – de mim mesmo – por inteiro,
Não sei pra onde (nem me interessa)
Mas, com certeza, bem longe esse puteiro
Longe dessa vida manca do caralho
Onde um gajo sem trapaça não ganha kumbú
Enquanto poucos batoteiros, contra a maioria,
Se lambuzam de bufunfa até o cú!
Às vezes, dá-me vontade de lixar-se
Reduzir essa vida merdosa, desistir da luta;
Mas, se a morte, por sorte, chegar antes
Que me encontre nas carnes da minha puta!
Julho, 1997
sábado, 15 de maio de 2010
domingo, 26 de julho de 2009
domingo, 12 de julho de 2009
HOMEM TOURO
Pans Max
"nem sabia o nome dele
gostei dos seus olhos vagos,
das bobagens que fazia
pensando que impressonava"
Glória Perez
Ainda que nem bravo nem robusto
Todo o homem se acha um touro
Quando os sussuros da mulher ecoam
Na hora que dá no couro
E estufa-se todo de vaidade
Como se o seu bacamarte
Fosse o máximo, no calibre e no talento
Enquanto foder é a arte
Mas a mulher é cabrona de berço
Sabe bem como se engana um bode;
Às vezes geme por troça, não por prazer
E o sujeito pensa que fode
Todo o homem é mesmo um touro
Pelo que a mulher tem de contornos;
Ainda que nem bravo nem robusto
Não lhe falta um par de cornos!
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